Associação denuncia que Ibama negou socorro a fiscal que sentiu sintomas da Covid-19 durante operação no AM

Associação denuncia que Ibama negou socorro a fiscal que sentiu sintomas da Covid-19 durante operação no AM

Associação denuncia que Ibama negou socorro a fiscal que sentiu sintomas da Covid-19 durante operação no AM

O Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi denunciado pela Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente (ASCEMA), nessa quarta-feira (4), por ter negado socorro para um fiscal que atuava na operação GLO (Garantia de Lei e Ordem), no município de Apuí, após ele ter sentido sintomas do novo coronavírus. Segundo a associação, o Ibama deixou o fiscal em um hotel, sem estrutura hospitalar. Por meio de nota, o Instituto negou as acusações.

De acordo com a denúncia feita pela ASCEMA, o fiscal participava da operação quando informou sobre os sintomas que levam à suspeita de Covid-19. O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Coronel Olímpio Ferreira Magalhães, negou a transferência do servidor para um local seguro e estruturado, conforme a denúncia. Conforme o boletim de quarta-feira (24), o Amazonas tinha mais de 66,7 mil casos confirmados da doença.

Magalhães ordenou que o fiscal permanecesse em quarentena em um hotel onde estava hospedado na cidade, sem qualquer estrutura hospitalar, numa região que é foco de desmatamento ilegal, conforme a denúncia feita. A localidade em questão, segundo a ASCEMA, tem se mostrado bastante hostil ao Ibama, devido a grande presença de pessoas contrariadas aos interesses do Instituto.

“O helicóptero da operação deixou a região hoje pela manhã e o servidor ficou para trás, sem qualquer garantia de atendimento hospitalar e segurança física. Na última semana, a ASCEMA Nacional enviou uma carta ao presidente do Ibama, Eduardo Bim, denunciando o descaso do órgão em relação à segurança dos servidores diante da pandemia”, disse a ASCEMA na denúncia.

A associação disse, ainda, que teve uma confirmação de que os servidores não realizaram testes de Covid-19 antes de ingressarem na operação, não tiveram os equipamentos de proteção individual (EPIs) fornecidos pela instituição e seguem utilizando coletes vencidos, ao contrário do que recomenda o Ibama.

Por meio de nota, o Ibama informou que, junto com o Exército, disponibilizou a realização de um teste de Covid-19 e ambulância para realizar a transferência do servidor para Porto Velho (RO), mas foram recusados pelo fiscal. “As medidas cabíveis para remoção e cuidados estão sendo tomadas”, disse o Instituto.


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