CPI da Saúde investiga contratos do Governo do AM para serviços de ambulância e plantão médico durante pandemia

CPI da Saúde investiga contratos do Governo do AM para serviços de ambulância e plantão médico durante pandemia

Investigação incluiu novas empresas com suspeita de sobrepreço durante pandemia no Amazonas. Mais de 3 mil pessoas já morreram com Covid-19 no Estado.

Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde realizaram uma reunião secreta, nesta segunda-feira (13), para traçar atividades desta semana nas investigações do dinheiro público usado durante a pandemia de Covid-19. A Rede Amazônica teve acesso, com exclusividade, ao conteúdo debatido, que aponta duas empresas prestadoras de serviço hospitalar para o Governo do Amazonas como novos alvos da investigação.

A CPI da Saúde foi instaurada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para investigar suspeitas de desvio de dinheiro nos gastos do governo estadual durante a pandemia. Até este domingo (12), a Covid-19 já havia matado mais de 3 mil pessoas no Estado, e infectou mais de 83 mil.

Na reunião desta segunda, duas denúncias chamaram atenção dos parlamentares: os serviços de transporte em ambulância e de plantão médico em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo a CPI da Saúde, a empresa WF Control já realizou serviço de transporte em ambulância pago pelo Governo do Amazonas, no valor de R$ 59 mil. Porém, com a pandemia, passou a cobrar R$ 172 mil pelo mesmo serviço, um aumento de 187%.

A outra empresa que será investigada é a MedPlus, que, segundo os deputados, disponibilizou profissionais de UTI para plantões no Hospital Nilton Lins por contrato indenizatório no valor de R$ 30 mil a cada seis plantões, saindo a R$ 5 mil cada plantão. Conforme a CPI, o Estado paga em média R$ 1,5 mil pelo mesmo serviço em outros hospitais.

A empresa WF Control informou que o contrato de R$ 59 mil era referente a locação de Ambulâncias de Suporte Básico Tipo “A” (simples remoção), com equipe composta por condutor e técnico de enfermagem. Já o preço de R$ 172 mil, ainda segundo a empresa, é referente a locação de Ambulâncias de Suporte Avançado Tipo “D” (Ambulâncias UTIs), com equipe composta por condutor, enfermeiro e médico intensivista.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou, por meio de nota, que os questionamentos serão respondidos apenas no âmbito da CPI. De acordo com a secretaria, todos os pagamentos destinados a aquisições de materiais, equipamentos e prestação de serviços relacionados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 da secretaria estão suspensos.

Por conta das suspeitas de superfaturamento nos serviços, a CPI da Saúde aprovou requerimento para convocação dos representantes das duas empresas. As datas devem ser confirmadas no final desta semana.


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