Amazonas

Hotel Tropical voltará a ser leiloado após empresas desistirem de disputa

  • agosto 26, 2020
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Hotel Tropical voltará a ser leiloado após empresas desistirem de disputa

Justiça determinou multa pelo não cumprimento do acordo firmado nas ofertas. Tribunal também informou que não há data marcada para próximo leilão.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a realização de um novo leilão do Hotel Tropical, em Manaus, após as três empresas que fizeram oferta de compra do complexo, em fevereiro deste ano, desistirem do arremate. Um dos hotéis mais luxosos da Amazônia em seu auge, o Hotel Tropical veio a falência e deixou de receber visitantes em maio do ano passado. Ainda não há data para um próximo leilão.

Inaugurado nos anos 70, o Hotel Tropical fazia parte do grupo Varig, que, na época, era a principal empresa aérea do Brasil. Os 611 apartamentos viviam lotados de celebridades que pousavam na Amazônia. Mas, a falência da Varig também derrubou o grande hotel da selva.

O primeiro leilão do Hotel ocorreu no dia de 11 de fevereiro deste ano. No entanto, o vencedor do leilão não pagou o valor acordado no arremate do imóvel. No dia 3 de março, o juiz Paulo Assed Estefan assim despachou:

“O Sr. Leiloeiro traz notícia de inadimplemento por parte do proponente que ofereceu o maior lance. Como previsto no Edital e consta do próprio auto de arrematação, isso desqualifica o vencedor e abre chance para a segunda maior oferta. Nesse panorama, concedo a Geretepaua Engenharia Ltda. a oportunidade de realizar o pagamento relativo ao seu lance (R$255.000.000,00 – duzentos e cinquenta e cinco milhões de reais)”.

A empresa Geretepaua Engenharia LTDA, que apresentou a segunda maior proposta do leilão, então foi chamada, mas explicou que “as alterações econômicas trazidas pela pandemia da Covid-19 tornou sua proposta insustentável”.

A desistência da empresa foi apresentada no dia 15 de abril e a juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial do tribunal, em um despacho proferido no dia 24 de agosto, entendeu que a decisão ocorreu por motivos de força maior, o que justificou a retirada da oferta.

A terceira licitante, a empresa Nyata Serviços Financeiros LTDA/Agropecuária Brilhante LTDA, também não pagou o lance dado no leilão e, segundo o TJ-RJ, não apresentou justificativas sobre o não pagamento.

No despacho do dia 24 de agosto, a juíza Maria Cristina de Brito Lima estipulou uma multa de 20% sobre o lance oferecido pelas empresas, a ser depositado em conta judicial a favor do Hotel. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o administrador judicial dos bens do hotel foi notificado sobre a desistência dos três licitantes, e será feita um a nova oferta pública.